Algumas traduções são dadas ao mesmo Kanji ou ideograma japonês Take ou também pronunciado Bu:

- Guerreiro e valoroso.
- Relativo as Artes da Guerra.
- Bambú.
Estudando-se a origem do ideograma nascido na china ele era frequentemente usado na época dos samurais, associava-se o BU a coisas pertinentes a guerra. Contudo a tradução mais antiga e fidedigna é governar e servir o povo.

O TAKE AIKIDO DOJO foi criado para cumprir uma missão: Proteger e cuidar do Aikido para que a partir dos ensinamentos de Morihei Ueshiba possamos enraizar e frutificar a filosofia do caminho, paz e harmonia. Contribuindo sempre para gerar ondas fluídas positivas para o bom funcionamento do nosso universo.

Instrutor(dojo cho): Sensei Aristeo










Exames de Graduação e Koshukai

Dia 15 de Outubro de 2011 na academia EcoFit (São Paulo) a partir das 09:30 hs.
Exames de graduação e após treino geral com Sensei Eduardo Dutra 6º dan-Aikikai.

Koshukai comemorativo 4 anos Take Dojo Aikido

No dia 13 de Agosto de 2011 realizamos no Take Dojo-Mogi das Cruzes um treino comemorativo de 4 anos do nosso grupo.
Foi um grande honra para nós receber Sensei Dutra 6º dan Aikikai, responsável técnico por nosso grupo ministrando um grande treino cheio de alegria e com uma energia muito positiva.
Saimos todos com a certeza de que o trabalho está produzindo bons frutos com a preciosa ajuda de nosso mestre inspirador.
Que venha muitos anos como foram estes 4, em paz e com sabedoria.
Obrigado a todos.
Sensei Aristeo

IMAGENS KOSHUKAI- sound track: As the years god by, SANTANA

Aikido; anjos e demônios.

Cada dia que passa o Aikido me ensina muito e influência-me muito na minha vida cotidiana. Depois de 22 anos de treinos, criei um tipo de magía na minha cabeça que o Aikido é livre de influências politicas, livre de egos, livre de sensacionalismos coléricos , enfim o Aikido pra mim vai continuar sendo um exemplo da vida perfeita de responsabilidade, compartilhamento de sentimentos, liberdade e acima de tudo de uma ética irretocavel.
Continuo com o mesmo sentimento. Continuo sempre respeitando e acreditando nos ensinamentos de meus mestres diretos que tenho a honra de conviver e tenho certeza que continuarei até o fim dos meus dias.
Acredito fielmente hoje que terei que treinar por mais 22 anos para ter um quase entendimento que homens não foram feitos para entender o Aikido fora da esfera dos tatames, isso é para anjos ou demônios, homens foram feitos para treinar duro, suar o dogi.
Quem sabe em algum tempo me torne um anjo ou demônio para comprovar ou reprovar meu sentimento sobre o Aikido fora dos tatames.
Sexta-feira tem treino...e sábado um excelente Koshukai.
Sensei Aristeo

O Aikido é simplesmente um passatempo ? (por Stanley Pranin)

Eu tenho mencionado em artigos recentes de nossas estimativas  sobre o grau elevado de crescimento do Aikido no Japão e outros países.
Enquanto os nossos números são menores do que várias das estimativas oficiais, porém acredito representam uma forte evidência da penetração do aikido em culturas mundiais.
Com isto em mente, eu tenho várias idéias sobre como que aikido é praticado em muitas escolas, hoje,
e suas implicações para o desenvolvimento da arte ao longo do tempo.
Aikido é muitas vezes referida como um esporte quando ele é comentado por leigos.
Quando isso acontece, por vezes, colocamos objeções ao termo "esporte"e indicamos que o Aikido é realmente uma "arte marcial".
Mas se você olhar de perto, descobrimos que as pessoas muitas vezes não usam o termo "esporte" no sentido estrito da palavra e o que eles realmente querem dizer é algo como uma atividade de lazer ou hobby do que uma atividade competitiva.
Se pararmos e refletir por um momento muitas das pessoas envolvidas na prática do aikido o vêem como um passatempo ou uma mera forma de exercício fisico.
Como você expressa esta atitude na formação? Uma idéia que vem imediatamente à mente é que o Aikido é praticado em muitos dojos, com movimentos do uke  que são pouco mais do que uma caricatura de um ataque.
Isto é devido à ênfase sobre a implementação das técnicas, por oposição ao ensino dos conceitos básicos sobre como executar um ataque honesto e de forma controlada.
Ataques preguiçosos e descuidados são também uma das principais causas de críticas do aikido
por praticantes de outras artes marciais.
Além de ser difícil ou impossível de executar a técnica adequada ataque contra um apático,
é esta
atitude relaxada que contribui para a formação de hábitos frívolos por ambos os praticantes: uke e nage.
Estes são, no entanto,  movimentos contraproducentes para o desenvolvimento da força muscular e articulações e o condicionamento fisico geral necessário para a prática segura das técnicas poderosas do Aikido.
Acho que a principal responsabilidade desta abordagem negligenciada a prática do aikido
encontra-se com os instrutores que não conseguiram entender a essência dos métodos e intenções
o fundador na criação de sua arte.

Será que eles precisam ser técnicos do aikido eficaz? Argumenta-se ainda, por vezes, que as técnicas de aikido seria, em qualquer caso, de uso limitado em uma luta real e mesmo se fossem, como eficaz seria ante a uma arma letal como uma pistola.
A premissa subjacente é que é terrivelmente importante que as técnicas que praticamos possa ser eficiente para ter uma aplicação marcial.
Portanto, por extensão, dizem os defensores dessa visão, não há nada de errado com a prática em um ambiente agradável e descontraído.
A maior falha que encontro com esta maneira de pensar é que se esquecem as conseqüências deletérias de tais práticas Aikidokas em sucessivas gerações.
Se usarmos o aikido ensinado por Morihei Ueshiba após o fim da guerra como uma tabela de medição pelo qual julgamos arte contemporânea, podemos achar que são ministradas hoje aulas e treinos menos técnicos e há pouca ênfase em áreas fundamentais como atemi, uso de armas e técnicas de prática tais como koshiwaza e hanmi handachi, que faziam parte do currículo de arte original.
Para não mencionar a quase total ignorância da fonte e conteúdo a mensagem espiritual do fundador.
Para continuar este processo por mais tempo temo o futuro do "aikido" em muitos dojos, chegará a ser irreconhecível como tal.
Aikido tem uma rica herança como um das mais importantes expressões dinâmicas da longa tradição marcial japonesa.
Morihei Ueshiba, o criador do Aikido, infundido com o complexo e técnicas sofisticadas que ele aprendeu em sua juventude com uma visão humanista das artes marciais como ferramenta para a resolução pacífica de conflitos.
É esta combinação única de utilidade, forma e ética, que é responsável pelo impacto de aikido
para as gerações modernas.
De alguma forma, a visão do fundador era talvez muito revolucionária.
Parece ter sido demais para Morihei Ueshiba esperar que o mundo desse um considerável salto conceitual necessário para transformar as ferramentas de guerra em instrumentos de paz.
Visto desta perspectiva, o estado atual do aikido é visto como uma forma suave de exercício a ser seguido em ambientes relaxados e amigáveis e isto é apenas um sinal dos tempos em que vivemos,
onde tudo que é fácil e divertido é mais atraente que as atividades que resultam em recompensas como do esforço fisico e mental aplicado por períodos prolongados.

Ser Guerreiro. Em homenagem a meu Pai.

Ser guerreiro é…
Saber que não existem atalhos para o destino. E que em hipótese alguma, haverá vitória sem luta, e não haverá luta sem adversários.
A derrota, para o guerreiro, nada mais é que o adiamento da inevitável vitória. O Guerreiro é, por natureza própria, perseverante. Pensa em desistir mas não desiste, pensa em fugir mas não foge, pensa em vingança mas não vinga. Se sente medo, nao o deixa domina-lo, tampouco deixa invadi-lo, o conhece apenas para evita-lo.
Assim, através do autodomínio, alcança a plenitude do não-pensamento, onde o Tudo se torna Vazio, e o guerreiro se torna um com esse vazio, restando apenas o infinito Amor.
Alcançou seu objetivo, se tornou um com seu caminho. E deste ponto em diante, do alto de seu Satori, sabe que nada é impossível. Não há e nem haverão de existir barreiras insuperáveis, inimigos invencíveis, ou caminhos que não possam ser percorridos. E também sabe que, quando se quer alguma coisa, o universo inteiro conspira a seu favor.
Fazendo a vida valer a pena, tentando sempre, desistindo jamais. Tornando o sonho verdade, o erro em acerto, a barreira em passagem, o desespero em solução. Verdadeiro, simples, decidido e objetivo. Compreende a todos, mesmo sabendo que é incompreendido. Com coragem, através da honra, e pelo Amor, sempre!
Dr. Aristeo Cione

Naturezas da prática do Aikido e níveis de desenvolvimento.

Natureza da prática
KOTAI
Signo do estado sólido. Simboliza a prática em condições claras e bem definidas.Kotai é uma forma de praticar que favorece o iniciante, tanto pela clareza das informações, como por permitir a fragmentação do movimento, ampliando as condições de monitoramento a cada fase.
Essa prática constrói atributos fundamentais na condução legítima e eficiente do fluxo e na antecipação de suas propensões.
JUTAI
Signo do fluxo. Simboliza o fim da solidez e da clareza das informações, e o inicio do fluxo e da ambiguidade das informações.O contato ainda é claro, mas as informações já não são tão definidas e seguras, a dinâmica se faz natural diante da modulação contínua da forma.
EKITAI
Signo do estado líquido. Simboliza grande adaptabilidade.
Nessa prática, o contato é mínimo e o fluxo segue de forma ininterrupta e ambígua, construindo o atributo da adaptabilidade
KITAI
Signo do estado gasoso. Simboliza condições abstratas que se processam em nível sutil.Essa natureza de prática, é inversa às anteriores, que agem de fora para dentro, enquanto Kitai, age de dentro para fora.
Kitai não pode ser desenvolvido como as habilidades anteriores, pois se manifesta espontaneamente. O único atributo necessário é a contemplação, não fazer nada além de ser um canal aberto.
Por outro lado, Kitai não está restrito aos seres iluminados, pois vários impulsos são constantemente enviados do interior de cada um, apenas não costumam ser devidamente percebidos e apreciados.
Kitai é o nível superior de entrega, abstraindo-se conscientemente de si mesmo, para a manifestação da essência humana, prática que se iniciou no nivel "SHU".
Niveís de desenvolvimento
SHU

Signo do nível inicial, referente a preservar, obedecer o conhecimento ancestral.
Obedecer não se refere à uma disciplina infantil, mas à uma forma consciente de perceber os próprios paradigmas diante do contraste cultural, expondo-se ao novo e criativo.
Tecnicamente, se identifica os elementos das formas de ataque e de defesa, aprendendo a economizar e potencializar recursos, num "diálogo" claro e seguro
HA
Signo de quebrar a instrução ancestral, na construção da própria perspectiva.
A fase inicial deste nível ainda é um desapego da instrução anterior, para amadurecer perspectivas próprias.
Ao longo do nível se aprofunda um "diálogo" mais direto com a própria arte, em que as perspectivas individuais são checadas na sua prática.
Tecnicamente, as formas de ataque e defesa se harmonizam. Mesmo antagônicas, deixam de ser opostas e começam a ser complementares.
Na fase final deste nível inicia-se o desapego das próprias perspectivas.
RI
Signo de cortar os laços da forma. Simboliza o desprendimento da forma, um estado permanente e criativo de harmonia com o fluxo.
Após aprender a identificar os velhos paradigmas e conseguir não se apegar a novos, o estado de abertura ao fluxo criativo se faz presente e constante, independente da forma.
Naturalmente, esse é um estado para muito poucos, mas é importante notar que, não só há pessoas em
níveis diferentes, como há níveis diferentes na mesma pessoa.
Os níveis físico, emocional e mental, precisam de grande organização e alinhamento, sendo importante fazer o elemento mais desenvolvido alavancar os demais.
No Aikido, esse nível não se identifica com o poder pessoal apenas, mas com um ser humano aberto ao amor sublime.

Fonte: Bushinkan Aikido, Sensei Ricardo Leite


Para ser um bom Instrutor- Shihan Yoshimitsu Yamada 8º dan Aikikai

PARA SER UM BOM INSTRUTOR



Por Yoshimitsu Yamada Shihan

Sobre este tema, eu gostaria de discutir no que se requer para ser um bom instrutor, assim como a mentalidade necessária para ser efetivo como professor. Não é necessário dizer, que meu ponto de vista está puramente baseado na minha experiência como instrutor de Aikidô. Tenho visto também alguns dos meus próprios alunos chegarem a ser professores e é através deles e de meus próprios anos como Sensei que realizo algumas observações.

Um dos fatos mais importantes, que simplesmente habilidade técnica para chegar a ter sucesso na arte de ensinar. Tenho me dado conta que não necessariamente é sempre o mais talentoso aikidoca que pode compartilhar o que ele ou ela conhece sobre a arte. Por exemplo, um excelente jogador de baseball não é necessariamente um coach efetivo. Esta idéia nos demonstra que geralmente se requer algo mais que habilidade física.

Um professor necessita ser respeitado e querido por seus alunos. Falando de respeito, freqüentemente escuto professores queixando-se de que seus alunos não lhes oferecem o devido respeito. Na minha opinião o respeito não é algo que pertence, não se pode forçar a nada tê-lo. Deve ser ganho, na maioria das vezes através da experiência, confiança em si mesmo e respeito pelos demais.

Para ser um bom instrutor, seus alunos devem sentir seus anos de experiência comprometida e sua confiança no que estás fazendo. Infelizmente, no meu caso, sempre lamentei ter me transformado em professor de Aikidô sendo tão jovem, imaturo e relativamente inexperiente nos caminhos do mundo. Os lideres do Aikidô não tiveram outra opção, já que o Aikidô era uma nova arte e não tinham tantos praticantes dedicados a difundir o Aikidô nesse momento. Eu era sincero, mas sem as habilidades necessárias para ser tão eficaz como podia ter sido. Enquanto um é jovem, suas técnicas podem ser fortes em razão de suas proezas físicas. No entanto, um poderia precisar de outros fatores, que o ajudam a transforma-se em um líder. Por exemplo, a experiência social, como tratar as pessoas ou como atuar como um ser humano com qualidades que alguém aprende através do tempo.

Uma coisa que sempre tenho em minha mente quando ensino é que, entre os corpos dos alunos, há diferentes tipos de gente de diferentes campos, e que já estão estabelecidos e maduros em suas próprias profissões. Eles não são diferentes de mim. É bastante interessante, que eu realmente comecei a me sentir satisfeito como professor quando me aproximei dos meus cinqüenta anos. Como disse anteriormente além do tempo e da experiência, é também crucial ter confiança, para chegar a ser um bom instrutor.

(...)

É necessário dizer, que os bons instrutores não necessitam se sentir com se precisassem provar de si mesmo para seus alunos. Nem ter que demonstrar quão fortes são. Presumivelmente, os alunos já sabem. Não é bom para os professores ver que as habilidades físicas de seus alunos são do mesmo nível que as suas. Em outras palavras, para evitar a comparação de si mesmos com seus alunos, os professores precisam se dar conta de que dez pessoas diferentes têm dez aptidões e condicionamentos físicos diferentes. Um Sensei valioso demonstra carinho, generosidade e paciência enquanto trata com cada aluno apropriado e individualmente.

Um último conselho é não fazer com que seus alunos o tenham como um ser superior. Se te rodeias de gente que vão lhe colocar em um pedestal, estás se programando para a ilusão de que és superior às outras pessoas. A pessoa deve entender, que fora do tatami és o mesmo ser humano que eles são. Não obstante, uma vez que estás no tatami, podes demonstrar-lhes “quem é o Lider".

Quando lidero uma aula, sinto que sou o diretor de uma orquestra, cada um dos meus alunos está tocando um instrumento diferente, onde minha responsabilidade é criar uma boa harmonia entre eles. Algumas vezes, sinto que sou um cheff de um grande restaurante que através de minhas receitas levo variedade e sabor aos meus alunos, e assim eles não se sentem cansados ou aborrecidos, sempre buscando dar-lhes inspiração.

Como Sensei de Aikidô, sempre estou buscando a maneira de ser um melhor professor. É um processo de evolução que me ajuda a expressar minha humanidade e a aprender a ser um melhor ser humano. Depois de tudo, é o êxito de seus alunos que lhe faz um bom professor, no tanto que um bom professor, cria futuros praticantes promissores. Ensinar é uma relação de respeito mútuo e entendimento. Dessa forma, seus alunos sempre terão alguém para admirar e vice versa. Para mim, isso é respeito ganho.

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Sensei Yamada ministrará um inesquecível seminário, no Brasil, no mês de novembro de 2011, informe-se diretamente no Dojo.

Em Breve DVD-Aikido Sensei Yamada

Fonte: Aikikaizen Dojo-Piracicaba/sp